By Gabriel Martins
Abstract
During the 2025 fall semester, I had the opportunity to take “Advanced Portuguese Grammar” with Professor Sousa. Despite being raised by Brazilian parents, both of whom immigrated here with little to no knowledge of English, I grew up speaking rudimentary Portuguese. I decided to take this course with Professor Sousa so I could improve my Portuguese and connect with my family more.
This particular essay was the final writing assignment of the semester. The prompt was to either create a fictional narrative or recount one of either the best or worst days of your life, and I chose the latter. I wrote about one of the worst days of my life: my first road lesson as a socially anxious person with a particularly intimidating driving instructor, in which I popped the car’s tire. I feel that this account is a culmination of everything I learned in the course and, though challenging, it allowed me to express myself in the language of my roots.
“Apprender a Dirigir nos Tempos de COVID”
Ainda lembro o que aconteceu no pior dia da minha vida. O evento aconteceu em agosto de 2022, quando minhas férias estavam acabando e ia ser meu primeiro semestre de faculdade. Mas a verdade é que minhas dificuldades começaram em fevereiro do dito ano.
Tudo começou quando fiz o curso de autoescola. A verdade é que seria anos depois de quando o deveria ter completado devido a limites nos tempos de Covid-19. E foi realmente chatíssimo ter que fazer tal mais tarde do que costume. Completei a primeira parte das minhas aulas de direção na autoescola dentro de uma sala de aula onde aprendi as regras de trânsito. Após essas lições, deveria aprender e de fato, usando carro na rua, com um dos instrutores da escola. Porém, só era possível se inscrever para uma lição uma vez por semana e, para completar o curso, precisava de doze aulas no total. O único problema com isso, além do fato de que gastaria três meses no mínimo se tivesse feito todas as semanas sem faltar uma, era que não havia bastantes instrutores e não havia vagas suficientes. Não era garantido apanhar uma vaga, pois é uma das poucas autoescolas na cidade, como resultado, tinha muita gente tentando se inscrever ao mesmo tempo. Por isso, apanhei minha primeira lição seis meses depois, em agosto, e aí começou meu dia de dificuldades.
O início desse dia foi normal: eu me levantei, comi, escovei os dentes e esperei que o instrutor passasse pela minha casa para começarmos a minha primeira lição. Como sou introvertido, já não gostava da ideia de estar em um carro com uma pessoa que não conhecesse; então estava nervoso mesmo antes de começar a aula. Quando o instrutor chegou, meu coração despencou para o estômago. Ao entrar no carro, vi uma figura imponente e enorme. Senti o ar de raiva e silêncio emanando dessa figura que parecia encher o carro. Respirei fundo, coloquei meu cinto e ajustei o banco. Ele resmungou e proferiu apenas uma palavra, “Vá”. E eu fui.
Segui por uma rua bem reta, longe da faixa amarela, receando que os outros carros no outro lado da pista me batessem. Essa figura taciturna vociferou para mim: “Fique mais perto da faixa!” Essa foi a minha primeira falta. Continuei, depois parei no meio da rua para deixar uma outra viatura cortar na nossa frente, tinha preferência. Ele gritou: “Não deixe outras cortar na sua frente!”, como se tivesse que atropelar os peões que atravessem a rua. Essa foi a segunda falta. Finalmente, ele me mandou virar à direita e, com quase nenhum tempo para reagir, virei agressivamente e com rapidez. A verdade é que virei forte demais, mas foi um sucesso. Porém, de repente, ele disse “Encoste aqui”. Como não estava preparado e o carro ainda ia um pouco rápido para estacionar no lado da rua tão subitamente, virei o volante em direção à calçada e freei levemente para não jogar nós dois fora da janela. Mas ao fazer isso, não freei a tempo e bati na calçada fracamente. Terceira falta! Eu me preparei para o instrutor explodir como se fosse uma bomba Pois no momento em que bati na calçada, o pneu explodira. Aí o instrutor soltou vários palavrões na minha direção de uma maneira tão retumbante que o carro tremeu. Ele me ralhou e me repreendeu sem piedade, sem remorso, até o ponto em que não consegui proferir nenhuma palavra e fiquei em choque puro, como uma tartaruga retirando para sua carapaça. E ainda pior,
tivemos que esperar até que outro carro da escola aparecesse, então aí passamos os trinta minutos mais longos da minha vida em silêncio puro.
No fim, o instrutor me dirigiu para casa, no novo carro e tive que pagar mais de cem dólares pelo pneu destruído. Depois dessa lição, sempre dirigi bem cuidadosamente até que ganhei minha carteira de motorista mais de um ano depois!
Graças a este dia aprendi uma lição para a vida, a melhor coisa que podemos fazer quando enfrentamos um desafio é nos manter calmos, senão é quase certo que vai dar errado. É importante lembrar que quase nunca a situação é tão grave como pensamos no início.
Até hoje, não lamento o que aconteceu, porque mesmo que passe por uma situação difícil e desafiante, sei que tomar o primeiro passo é sempre muito difícil, e os passos que vieram depois serão, com certeza, mais fáceis.
Biographical Statement - Gabriel Martins
I was born and raised in the United States, though my parents were both born in Brazil and moved here in their late 20’s. I am from Haverhill, Massachusetts and I am in my fourth year of college and second year at UMass Lowell. I major in World Languages and Culture with a focus on French; I also minor in Portuguese Studies. I hope to one day follow in the footsteps of my professors, who inspire me every day and always push me to do my best.
